Combustíveis

Um quarto do mercado já escapa às grandes petrolíferas

Ana Maria Gonçalves 
06/09/10 00:05


Combustíves mais baratos nas grandes superfícies.

Combustíves mais baratos nas grandes superfícies.

As grandes superfícies e alguns operadores independentes vendem combustíveis mais baratos que as gasolineiras tradicionais.

Não há margem para dúvidas. Os supermercados e alguns operadores independentes das grandes petrolíferas oferecem os combustíveis mais baratos, em qualquer um dos 18 distritos do continente. Sem excepção.

Uma máxima que é válida para o gasóleo, gasolina 95 ou gasolina 98. Intermarché, Jumbo, Ecomarché, Feira Nova, Pingo Doce ou E. Leclerc, juntamente com alguns operadores independentes, estão no topo desta lista. E o resultado da agressividade desta estratégia comercial está à vista.

Os grandes grupos de distribuição reclamam uma quota de mercado que atinge já os 15%. Um patamar que os coloca ao nível de petrolíferas, como as espanholas Repsol ou a Cepsa.

Segundo o Diário Económico apurou, a Repsol registava, no final de 2009, em termos de volume, uma quota de mercado idêntica à dos supermercados e muito próxima da BP, que surge com 17%. Quanto à CepsaTotal ficava-se pelos 8%. A maior distância aparece a Galp, com 35%, apesar da queda registada face aos 41%, obtidos em 2008.

Mas a nova relação de forças não se fica por aqui. Se aos supermercados se somarem os operadores independentes, há uma fatia de 24% do mercado que já se encontram fora das esferas das grandes petrolíferas, a qual, em 2007, não ia além dos 15%, reflectindo uma tendência que promete ter vindo para ficar. Mudança para a qual foi decisiva a política de preços dos supermercados.

*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico