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Soros: Ataque a Brown e ajuda a Sócrates | Económico

Finanças

Soros: Ataque a Brown e ajuda a Sócrates

José Santos Teixeira 
05/03/10 00:05


O ataque dos ‘hedge-funds’ ao euro até podia beneficiar a economia portuguesa.

Ao procurarem "manter em segredo" relativamente ao exterior, a verdadeira situação da Economia e das Finanças portuguesas , alguns políticos têm dado fortes provas da sua iliteracia financeira, sobre o nível das informações que circulam nos mercados e a rapidez da sua transmissão.

Assim, no início de Fevereiro reuniram-se em Nova York um conjunto de gestores de "hedge-funds" sob a égide de George Soros (o que ganhou muitos milhares de milhões com a queda da Libra).

A estratégia a pôr em prática era a de fazer deslizar o euro até um nível de paridade com o dólar. Ou seja menos cerca de 30%. Com inevitável forte aumento das taxas de juro.

Dada a elevada dimensão do mercado Euro/Dolar seria necessário alavancar o investimento vinte vezes, ou seja encontrar financiamento de 100M de USD para cada 5MUSD de fundos próprios investidos na operação especulativa. O que não me parece nada evidente, tendo em conta o peso dos adversários (Trichet, Merkel, Sarkozy, etc) e as óbvias dificuldades do financiamento.

Esta operação poderia todavia contribuir para melhorar a competitividade das exportações da economia europeia, a qual deverá recuperar mais lentamente que a americana, deixando a Europa, face a mais problemas que antes da crise, apesar da moeda forte.

Assim, parece que Sócrates cujo OGE e PEC, assentam na melhoria do crescimento económico e não na redução da Despesa Pública, poderá ser "apoiado" por Soros e pelos outros "malandros" dos "hedge-funds".

Como não creio nesta hipótese, resta assim àqueles, virarem-se para "o elo mais fraco" ou seja para a libra inglesa. Cuja fragilidade se deve à menor dimensão das suas reservas de divisas e ao facto de não ter aceite integrar o Euro.

Além de que a situação da economia inglesa, assim como da espanhola, é considerada mais grave tendo em conta a dimensão dos déficits
daqueles países.

Então o perigo estará afastado?

Não. Se não apresentarmos medidas convincentes de forte diminuição das nossas Despesas Públicas, seremos penalizados ao nível do "rating" logo de todas as taxas de juro a pagar interna e externamente.

"Malvados especuladores".
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José Santos Teixeira, Presidente da Optimize