As casas de 'rating' estão a avaliar as medidas de austeridade reveladas ontem pelo Exceutivo de Sócrates.
Os mercados estão a dar novos sinais de receios em relação às contas públicas nacionais, depois de a Fitch ter dito hoje que pode cortar o 'rating' de Portugal, no rescaldo do PEC.
Depois de sete sessões a descer, o preço de subscrever um seguro contra o eventual incumprimento da República Portuguesa está hoje novamente em alta. Os 'credit default swaps' (CDS) nacionais sobre obrigações a cinco anos estão a avançar 5 pontos para 117 pontos, a quarta maior subida em todo o mundo.
Isto significa que por cada dez milhões de euros investidos em dívida portuguesa, o investidor tem de pagar um seguro de 117 mil euros anuais.
Também o ‘spread' das obrigações do Tesouro a 10 anos está a subir. O prémio que os investidores estão a exigir para comprar dívida portuguesa em vez das ‘bund' alemãs, que são a referência para o mercado, está hoje a subir 4,5 pontos para 93,4 pontos.
Isto depois de os analistas da Fitch se terem dito hoje, numa conferência em Londres, que o ‘outlook' para Portugal continua a ser negativo, manifestando-se receosos com a "abordagem" do Governo português para fazer descer o défice até 2013.
A casa de 'rating' avançou ainda que é provável proceder a uma descida do ‘rating' de Portugal se a consolidação das contas públicas for "insuficiente".
Mas não são só os indicadores de dívida portuguesa que estão a dar sinais da maior desconfiança dos mercados. Os CDS gregos também estão a subir e registam mesmo o segundo maior avanço no mundo (+6,8 pontos), numa altura em que os principais responsáveis europeus não mostram sintonia sobre a eventual criação de um Fundo Monetário Europeu, para ajudar países em dificuldades.
A chanceler alemã Merkel acha que é "uma boa ideia". Paris, pela voz de Christine Lagarde, ministra das Finanças, diz que o momento não é oportuno para discutir o tema.