Estado realizou ontem uma emissão de Obrigações em que o encaixe superou o previsto.
A percepção de risco sobre a dívida nacional caiu para metade no espaço de um mês e já teve reflexos na emissão de Obrigações de ontem, com o Estado a colocar no mercado mais dívida do que o previsto. O custo de contratar instrumentos que protegem de um eventual incumprimento do Estado (‘credit-default swaps') caiu mais de 50% e o diferencial dos juros pagos por Portugal em relação à Alemanha também apresenta a mesma tendência.
"A 8 de Fevereiro observámos o pico no diferencial entre as Obrigações portuguesas e alemãs, com os receios de um efeito de contágio pela situação na Grécia a afectar outros países periféricos", referiu Ioannis Sokos, analista do BNP Paribas, ao Diário Económico. Mas as mensagens de apoio da União Europeia à Grécia ajudaram Portugal e Espanha a respirarem de alívio. "A exclusão de um ‘default' na Grécia é muito benéfica para Portugal e Espanha já que deixaram de ser os próximos alvos e os seus ‘spreads' e CDS normalizaram, evitando uma escalada que iria adicionar muitos milhões de despesas extra a serem pagas nos anos seguintes, problema que a Grécia enfrenta", explicou Sokos.