No discurso da rentrée socialista, em Matosinhos, José Sócrates apelou à responsabilidade da oposição para aprovar o Orçamento.
No dia em que o PSD diz não ao corte nas deduções fiscais, o PS insiste que posição ainda não é esclarecedora.
O PS diz não estar esclarecido sobre a proposta do PSD em matéria de deduções fiscais. No dia em que o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, rejeitou que o Orçamento do Estado para 2011 preveja um corte nas deduções fiscais, o deputado do PS, Vitalino Canas, disse ao Diário Económico que os socialistas continuam sem saber qual a disposição do PSD nesta matéria, revelando assim que a intenção de negociação permanece.
No encerramento da Universidade de Verão do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou o Governo de querer "ir ao bolso dos portugueses" cortando nas deduções fiscais e recusou ser "muleta do PS ou de qualquer orçamento". Para Vitalino Canas, o PSD voltou a reafirmar as condições para aprovação do Orçamento mas não clarificou. "Ainda não temos noção exacta se o PSD rejeita simplesmente a questão das deduções fiscais ou se está disposto a aceitar se foram acima de certo escalão", diz o socialista, admitindo que "o PS está consciente de que não tendo maioria absoluta necessita dos partidos da oposição para viabilizar o Orçamento".
Apesar de ontem o presidente do PSD ter dito "não" ao corte nas deduções à colecta - que para o Governo não são "um problema de justiça mas sim de dinheiro", disse Passos, admitindo assim a hipótese de as deduções serem mexidas se houver redistribuição entre contribuintes -, Vitalino Canas prefere destacar as contradições do presidente do PSD nas entrevistas que deu ao Sol e ao Expresso. "Ele disse uma coisa e depois disse outra. Ele disse e desdisse-se", salientou o deputado.
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