Diogo Vaz Guedes, presidente da Privado Holding.
A Privado Holding confirma que vai avançar com processos judiciais contra a anterior e a actual gestão do BPP, bem como os auditores das contas, além das Finanças e do Banco de Portugal.
A decisão foi tomada na segunda-feira, numa reunião informal que juntou em Fátima os representantes dos principais accionistas da Privado Holding, e será oficializada na próxima assembleia geral de accionistas da empresa, que foi agendada para 29 de Abril, em Lisboa.
Uma fonte da Privado Holding disse à agência Lusa que "os accionistas presentes na reunião foram muito críticos com a actual situação do banco e querem responsabilizar a anterior gestão, mas também a actual, ainda que por diferentes razões", e acrescentou que os participantes no encontro "sentem muita indignação e consideram que foram utilizados, uma vez que ficaram todo este tempo à espera de uma solução satisfatória, com boa fé", concluiu.
No encontro de accionistas marcado para o final de Abril deverá sair também a decisão de "responsabilizar judicialmente os auditores das contas, para apurar o seu grau de responsabilidade pela situação contabilística altamente débil" do Banco Privado Português (BPP), revelou.
Numa entrevista recente à Lusa, o presidente da Privado Holding, Diogo Vaz Guedes, já tinha avançado que a empresa que detém 100% do BPP vai também entrar com processos nos tribunais contra o Banco de Portugal e o Ministério das Finanças.
"Vamos agir judicialmente contra todas as entidades que tenham criado impedimentos, ou que não tenham criado condições, para recuperação do banco, revelou Vaz Guedes, precisando que "o Banco de Portugal e as Finanças "serão, naturalmente, visados" e que a dona do BPP está disposta a "agir até às últimas consequências", disse.
Hoje, fonte oficial da empresa que detém 100% do BPP anunciou que "os accionistas concluíram que chegou ao fim uma fase de grande expectativa, em torno dos planos de viabilização, com uma sensação geral de grande indignação. Não houve uma resposta adequada de quem tinha que a ter e os accionistas sentem que a sua expectativa foi completamente gorada", acrescentou.