Na constante comparação entre Ahston e o seu antecessor Solana, a britânica perde.
O tom de críticas à Alta Representante para a Política Externa está a atingir um nível tal que há vários diplomatas e analistas a admitir seriamente o cenário em que, uma vez concluído o processo de criação do Serviço de Acção Externa, Catherine Ashton seja forçada a atirar a toalha ao chão. Neste momento, ninguém quer ser citado sobre este cenário ou sequer criticar abertamente Ashton mas nos corredores, o desconforto com o seu desempenho é enorme. A sua gestão do terramoto do Haiti, as suas escolhas de cerimónias e reuniões onde participar, as nomeações para o seu gabinete e o tempo que dedica ao trabalho nestas últimas semanas "dão sinais terríveis de uma falta de preparação para o futuro", explica um diplomata experiente de um Estado-membro fundador.