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Portugueses lideram 4% das embaixadas da União Europeia

Luís Rego em Bruxelas 
06/03/10 00:05


A nomeação de João Vale de Almeida para Washington criou um ambiente de mal estar na UE, com a Suécia a fazer criticas abertas a Barroso e Ashton.

A nomeação de João Vale de Almeida para Washington criou um ambiente de mal estar na UE, com a Suécia a fazer criticas abertas a Barroso e Ashton.

A guerra está acesa entre as diplomacias que querem um aumento da sua influência no novo serviço externo europeu.

Com a nomeação de João Vale de Almeida, ex-chefe de gabinete de Durão Barroso, para embaixador da União Europeia em Washington, a voz da Europa nas três capitais mais importantes da política externa nacional - Angola, Brasil e EUA - serão portuguesas. Além disso, são portugueses os chefes de delegação da UE na Venezuela e Ucrânia, perfazendo cinco posições de comando em 136 delegações, muitas das quais serão reforçadas este ano no quadro da criação do Serviço de Acção Externa (SAE), uma novidade do Tratado de Lisboa.

Pedro Lourtie, secretário de Estado dos Assuntos Europeus, disse ao Diário Económico que "acompanha de forma muito cuidada a formação do SAE". "Portugal tem uma política externa bastante abrangente, mas é óbvio que tem zonas de interesse particular. E os nossos objectivos passam por transpor para o novo serviço europeu esses interesses", o que de momento parece estar assegurado. Numa corrida contra o tempo, a alta representante, Catherine Ashton, terá de apresentar até finais de Abril o figurino deste serviço que poderá somar até cinco mil funcionários, repartidos por diplomatas nacionais, europeus e funcionários do Conselho. Não é apenas a complexidade de integrar estruturas tão diversas debaixo do mesmo tecto. O simples facto de haver tantas novas cadeiras por ocupar está a animar uma guerra entre as grandes diplomacias e a Comissão Europeia pelo controlo desta máquina, e a tornar o processo mais difícil e moroso do que tinham imaginado os adeptos do Tratado.