Consórcio da Mota investe 210 milhões. Falta arranjar mais 855 milhões na banca privada.
Parte do financiamento da concessão rodoviária do Pinhal Interior está resolvida. O Diário Económico apurou que o Banco Europeu de Investimento (BEI) desbloqueou a 11 de Março uma verba de 345 milhões de euros para a construção e manutenção desta concessão, ganha pelo consórcio da Mota-Engil.
A verba concedida pelo BEI - que é vice-presidido pelo português Carlos Costa - é o máximo elegível para o projecto, uma vez que ascende a 50% do total dos custos - 690 milhões de euros - a que a Estradas de Portugal (EP), empresa responsável pelo projecto, poderia candidatar esta concessão no que respeita a financiamento do BEI.
Segundo a Mota, este projecto vai exigir um investimento de cerca de 1.430 milhões de euros. Deste montante, cerca de 210 milhões serão financiados por capitais próprios a aportar pelos accionistas do consórcio, em que a Mota controla cerca de 42% do capital social. O GES - Grupo Espírito Santo, através da Ascendi - tal como a Mota - é outro accionista de referência da Pinhal Interior.
Os responsáveis da Mota, referiam no relatório e contas de 2009, divulgado na passada segunda-feira, que seria necessário obter 1.200 milhões de euros junto do BEI e da banca comercial. Garantidos que estão os 345 milhões do BEI, é preciso agora angariar mais 855 milhões de euros junto da banca privada.