Sem maioria absoluta, partidos fizeram contas até à última.
Embora a aprovação final do Orçamento do Estado já não esteja em causa, há pelo menos duas matérias que deixaram os socialistas a fazer contas até à última: o limite de garantias estatais para o sector empresarial do Estado, e a necessidade dos contratos e obras públicas obterem visto prévio do Tribunal de Contas para se concretizarem.
Durante toda a tarde de ontem os partidos estiveram a avaliar e a negociar o seu sentido de voto para as propostas que serão debatidas entre hoje e amanhã. Sem uma maioria absoluta no Parlamento, todos os partidos, incluindo o PS, precisam de garantir que os restantes não se unem contra as suas propostas, sob pena de ficarem inviabilizadas.