Contas Públicas

Oposição está longe do consenso desejado pelo Governo no PEC

Catarina Madeira, Francisco Teixeira e Márcia Galrão 
11/03/10 00:05


O plano de privatizações, o congelamento dos salários da Função Pública e o corte do investimento dividem partidos.

O Programa de Estabilidade e Crescimento é apresentado na próxima segunda-feira, mas está longe de gerar o consenso que o Executivo deseja. Privatizações, congelamento dos aumentos reais da Função Pública, corte nas despesas sociais e redução do investimento são alguns dos pontos de discórdia entre direita e esquerda e que podem dificultar a viabilização do projecto de resolução que o Governo vai submeter à Assembleia da República.

Se PCP e Bloco, por exemplo, não poupam críticas ao plano de privatizações, PSD e CDS vêem com bons olhos a alienação de algumas empresas públicas. Na apresentação de 15 medidas alternativas ao PEC para estimular o crescimento da economia e reduzir o défice, Francisco Louçã defendeu ontem que o plano de privatizações do Governo "não têm qualquer sentido do ponto de vista económico", já que o Estado poupa no juro do défice o mesmo montante que deixa de receber como receita dessas empresas. "Um autêntico festim ao grande capital nacional e estrangeiro", acrescentou Jerónimo de Sousa.