Ministério Público terá confirmado, nas alegações finais, os sete crimes de que acusou o ex-banqueiro.
O caso BPN, cuja acusação envolve crimes económicos imputados ao ex-presidente da instituição Oliveira Costa e a vários outros suspeitos, chegou, ontem, ao fim da fase de instrução com as alegações finais da defesa dos 24 arguidos e do Ministério Público, que confirmou a acusação de sete crimes imputados ao ex-banqueiro. Após o debate instrutório, iniciado ontem no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) de Lisboa, aguarda-se agora a marcação de julgamento pelo juiz Carlos Alexandre que tem a seu cargo este dossier. Caso se confirme o despacho de pronúncia, ao que tudo indica, o julgamento terá início até ao final do ano, dada a urgência do processo que tem o ex-banqueiro como preso preventivo e que, ontem, viu confirmado pelo Ministério Público a acusação dos sete crimes.
Fonte judicial explica que, "em caso de pronúncia, a defesa ainda pode vir a invocar nulidades, sendo que depois do debate instrutório caberá ao juiz agendar uma data para dar conta da sua decisão e marcação de julgamento". Isto depois, diz, de o MP "ter confirmado os sete crimes de que Oliveira Costa foi indiciado" no despacho de acusação de Novembro de 2009. Realça que "a existência de um preso preventivo leva a que muito provavelmente, em caso de pronúncia, o julgamento seja marcado até ao final do ano".