António Rendas, reitor da Universidade Nova, toma hoje posse como presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas.
O novo presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, António Rendas, da Universidade Nova, defende um modelo de financiamento de universidades e politécnicos com base em critérios de qualidade.
Reitor da Universidade de Lisboa, António Rendas toma hoje posse como presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), substituindo Seabra Santos, reitor da Universidade de Coimbra. Nesta entrevista, fala daquelas que serão as suas maiores apostas à frente do CRUP e defende a revisão do actual modelo de financiamento do ensino superior, que se baseia essencialmente no número de alunos por instituição. Uma parte desse financiamento deve basear-se na avaliação da qualidade do ensino e da investigação.
Quais as suas apostas para o mandato à frente do CRUP?
Há três grandes verbos: a primeira preocupação que as universidades devem ter é qualificar o melhor possível os portugueses, para enfrentarem os desafios nas empresas, nas ciências; segundo, avaliar, não no sentido de fiscalizar, mas de acompanhar os processos para os melhorar; a terceira é internacionalizar.
O que vai propor em concreto para cada um deles?
Qualificar tem a ver com o contrato de confiança e com a importância de não dar apenas graus, mas também as universidades estarem abertas a outras formações, por exemplo mestrados profissionalizantes, ir recuperar pessoas que já estão no mercado de trabalho e que possam necessitar de actualizações, pós-graduações, aprendizagem ao longo da vida.
O grande objectivo do contrato de confiança ser qualificar mais 100 mil alunos, não pode vir a ser um abrir da porta ao facilitismo?
Sim. Eu percebo a sua pergunta. Mas o que se procura são outras formas de qualificação. Mantemos a qualificação por graus (1º, 2º e 3º ciclo), mas a abertura é para outras formas de qualificação. Tudo isso são outras formas de qualificação e onde essas questões do facilitismo se põem de forma diferente.