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O aumento da procura de ETF | Económico

Finanças

O aumento da procura de ETF

Carlos Almeida, Direcção de Investimentos do Best 
05/03/10 00:05


Nos últimos 10 anos, os volumes de gestão dos ETF aumentaram 25 vezes.

Os Exchange Trade Funds (ETF) têm registado uma procura crescente em todo o mundo, em especial nos EUA. Em Portugal, a pouco e pouco, os investidores começam a "descobrir" as vantagens destes produtos e procuram obter mais informações para tomarem as suas decisões de investimento.

Criados nos EUA em 1993 - há 17 anos - e introduzidos pela primeira vez na Europa em 1999, os ETF surgiram sob o lema de simplicidade e transparência. E têm ganho protagonismo à luz destas valências.

Negociados em bolsa nos mesmos moldes que uma acção, os ETF surgiram com o principal objectivo de replicarem o desempenho de índices de mercado. O Standard & Poor's Depositary Receipts (SPDR) foi o primeiro ETF do mundo; surgiu com o propósito de acompanhar a evolução de um dos principais índices de acções americano - o S&P500. A partir daí, através de um único título e com a flexibilidade de uma ordem de bolsa, os investidores conseguiram obter uma exposição a todo o mercado de acções dos EUA.

Com o passar do tempo, os ETF ganharam fama e adeptos no mercado. À simplicidade e transparência, associaram-se os conceitos da diversificação, das comissões reduzidas e da eficiência fiscal. Há cerca de 10 anos, os volumes sob gestão em ETF atingiam apenas os 40 mil milhões de dólares. Num espaço de uma década, os volumes sob gestão multiplicaram-se por 25. Segundo os dados mais recentes, no final de 2009, o património afecto a ETF, em todo o Mundo, ascendia o valor máximo histórico de 1 bilião de dólares (convenção europeia).

No capítulo do tipo de investidores, tendo por base o mercado de referência dos ETF - os Estados Unidos da América - podemos estimar que, nos próximos anos, os investidores individuais europeus tenderão aumentar o seu interesse em ETF. Enquanto nos EUA a procura de ETF é equilibrada entre os investidores institucionais e os individuais numa relação de 50/50, na Europa esta relação é (ainda) desproporcionada. No Velho Continente, os investidores particulares representam apenas 10% na procura de ETF, estando os restantes 90% afectos aos grandes investidores.

Independentemente do tipo de investidor e dos objectivos de investimento, os ETF proporcionam vantagens que estão a ser reconhecidas pelo mercado, antevendo-se uma nova tendência dos investidores particulares. Deste lado do continente, ficamos a aguardar a sua generalização em Portugal e em toda a Europa.
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Carlos Almeida, Direcção de investimentos do banco Best