Marcelo Rebelo de Sousa volta a surgir entre alguns notáveis do PSD como aquele que melhor se posicionaria para liderar o partido e governar o país.
Marques Mendes, Santana Lopes e Alberto João Jardim mantêm a esperança numa candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa.
Marques Mendes está decidido. Não apoiará nenhum dos actuais candidatos à liderança do PSD porque "a única candidatura que gostaria de apoiar era a de Marcelo Rebelo de Sousa". Disse-o ao Diário Económico, repetindo aquela que tem sido a sua única posição pública sobre a situação interna do partido. E não está sozinho. Traduz, isso sim, o desejo de muitos notáveis do PSD que a uma semana do congresso extraordinário ainda não perderam a esperança de ver Marcelo na corrida.
Pedro Santana Lopes já disse que o professor "tem a obrigação de avançar". E Alberto João Jardim preferiu outra via: em vez de tentar convencer Marcelo a avançar, apelou a Passos, Aguiar-Branco e Rangel que lhe abram caminho abdicando das suas candidaturas. A capacidade de unir o partido é o argumento comum. Luís Marques Mendes não tem dúvidas: "Marcelo é aquele que tem melhores condições para defender a unidade do partido, fazer do PSD uma alternativa de esperança e o único com capacidade para ser primeiro-ministro".
José Miguel Júdice fraqueja apenas na esperança de ver Marcelo como candidato: "Não acredito que avance". Quanto ao resto não tem dúvidas: Marcelo é "o mais adequado para dirigir o PSD nesta altura". Porquê? "O óbvio não precisa de ser demonstrado. Tem todas as condições, maturidade, não está desgastado, é sério, respeitável e está em excelente forma física", acrescenta o advogado que militou vários anos no PSD.