Diogo Vaz Guedes volta a lamentar falta de vontade política para salvar o BPP.
Vaz Guedes diz que Bruxelas acusa o Governo, tal como a Privado Holding, de “não ter feito nada”.
"Não há milagres. A partir do momento em que temos uma permanente recusa política, por muito que trabalhássemos 24 dias por dia...", admite o presidente da Privado Holding.
Diogo Vaz Guedes reagiu assim à notícia de ontem do Diário Económico que deu conta do ultimato feito por Bruxelas ao Governo, exigindo a apresentação de um plano para o Banco Privado Português (BPP). Para este responsável não existem dúvidas de que o Ministério das Finanças está a ser acusado "de não ter feito nada". Uma acusação partilhada pela própria Privado Holding.
"Trabalhámos de plena boa fé de que havia vontade de encontrar uma solução consensual", sobretudo tendo em conta o envolvimento do Estado desde a intervenção do Banco de Portugal no BPP. Seis bancos concederam, em Dezembro de 2008, um empréstimo de 450 milhões à instituição, com a garantia do Estado. "Tendo havido envolvimento [do Estado] não percebo porque é que não se trabalhou num plano conjunto", sublinha.