Passos Coelho opõe-se a uma mudança de estatutos em vésperas de eleições internas.
O congresso do PSD que se realiza no próximo fim-de-semana, em Mafra, foi convocado por Santana Lopes para discutir uma revisão dos estatutos do partido mas deverá terminar sem nenhuma alteração às regras que regem o maior partido da oposição. Servirá como antecâmara das eleições directas, uma espécie de palmómetro aos candidatos à liderança.
Ao que o Diário Económico apurou, na sede do PSD deram entrada cinco propostas de alteração dos estatutos (que ainda não foram distribuídas pelas candidaturas à liderança e cujos contornos se desconhecem) mas dificilmente acolherão dois terços dos votos dos congressistas - o mínimo exigido. Pedro Passos Coelho, o candidato à liderança do PSD que diz ter eleito um maior número de congressistas (perto de 70%), não tem qualquer interesse em abrir este debate interno a 15 dias das directas, o que à partida inviabiliza uma revisão estatutária.