O adiamento do TGV está a penalizar a Mota-Engil.
O PEC português está a afastar os investidores da bolsa portuguesa.
O índice que reúne as maiores cotadas nacionais acentuou as quedas registadas durante a manhã e segue agora a perder 1,79% para 7.775,79 pontos, a acompanhar a tendência negativa das principais bolsas europeias.
A motivar a queda da praça nacional estão três factores: o PEC ontem apresentado pelo Governo, o alerta da Moody's para a necessidade de mais provisões na banca nacional e, já hoje de manhã, o aviso da Fitch para um possível ‘downgrade' da classificação da dívida de Portugal.
- A reacção das empresas
GALP: a petrolífera é uma das visadas na lista de empresas a privatizar no âmbito do PEC e hoje o Diário Económico dá conta de um ‘divórcio' entre Américo Amorim e Isabel dos Santos, dois accionistas da Galp, no mercado de cimentos angolano. As acções tombam 2,87% para 12,17 euros.
BCP: é uns dos bancos visados pelo alerta de ontem da Moody's, de que o enfraquecimento da economia portuguesa poderá ter impacto no sector bancário nacional. A CMVM anunciou hoje que aplicou uma coima de 75 mil euros à instituição comandada por Carlos Santos Ferreira relativamente a factos que aconteceram em 2005 e 2006. Para além disso, a sucursal grega do banco reportou uma queda de 40% dos lucros em 2009. Os títulos tombam 3,4%.
MOTA-ENGIL: o adiamento, por dois anos, da construção das linhas do TGV entre Lisboa/Porto e Porto/Vigo estão a penalizar a construtora. Os papéis da empresa dirigida por Jorge Coelho caem 3,73% para 3,12 euros, a ‘performance' mais negativa no PSI 20.
INAPA: faz hoje uma semana que a papeleira entrou na principal montra da bolsa portuguesa. Hoje as acções afundam 3,12% para 0,62 euros.
SONAECOM: apesar de ter apresentado ontem um lucro que surpreendeu pela positiva, está hoje está a ser arrastada pela maré vermelha que atingiu Lisboa. A telecom do grupo Sonae desliza 2,4%.
PORTUGAL TELECOM: depois de ter sobrevivido ontem à razia de perdas do PSI 20, a operadora liderada por Zeinal Bava perde hoje 1,47%.
EDP: fonte bancária adiantou hoje à Bloomberg que a eléctrica está a preparar uma emissão de obrigações com maturidade a cinco anos e ‘spread' entre 95 e 100 pontos base. As acções deslizam 0,79% para 2,78 euros.