Olafur Grimsson, Presidente da Islândia.
A Islândia disse 'não' este sábado, em referendo, a uma lei polémica que previa o pagamento de uma dívida milionária ao Reino Unido e à Holanda, pelos depósitos perdidos com o colapso banco islandês Icesave.
Os resultados preliminares do referendo, citados pela CNN, mostram que cerca de 93% dos islandeses votaram contra o pagamento de uma dívida de (5,3 mil milhões de dólares) 3,9 mil milhões de euros, relativo a depósitos feitos por 340 mil cidadãos britânicos e holandeses no banco online Icesave, que perderam todo o seu dinheiro quando o sistema bancário islandês entrou em colapso no final de 2008.
Contas feitas, cada islandês teria que desembolsar 16.400 dólares (cerca de 12 mil euros para pagar a dívida.
Os governos britânico e holandês, que assumiram o pagamento da dívida, equivalente a 45% do PIB da Islândia registado no ano passado, querem agora o seu dinheiro de volta, pago com juros até 2024.
A rejeição do acordo de reembolso compromete as ambições islandesas de integrar a União Europeia e põe também em causa futuras ajudas do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao país.
Para evitar estes cenários, o Governo islandês já fez saber que está a ser negociado um novo acordo com os credores.
No final do ano passado, o Parlamento da Islândia aprovou uma lei que autorizava o Estado a indemnizar investidores estrangeiros, mas o Presidente da Islândia, Olafur Grimsson, não deu luz verde ao diploma, chamando o povo a votar em referendo.