Partidos estão a preparar os seus contributos para o Programa de Estabilidade, mas para já não estão agendadas novas reuniões com o Governo.
José Sócrates e Teixeira dos Santos desdobraram-se ontem em mais uma maratona de reuniões - desta vez com os parceiros sociais e os representantes das autarquias e regiões - para apresentar o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). Antecipando já a contestação que as medidas de controlo das contas públicas deverão levar às ruas, o Governo tem feito questão de sublinhar que está à espera de propostas. Contudo, os sindicatos desconfiam que a margem de manobra para mudanças é estreita.
"Há disponibilidade do Governo [para aceitar as nossas sugestões] dentro de uma opção que já tomou. Tem pressupostos que não permitem grande espaço de manobra", frisou ontem Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, no final da reunião com o Governo. João Proença, líder da UGT, explicou que o Executivo garante que está "totalmente aberto" a propostas, "mas diz sempre que se as sugestões alteram os objectivos financeiros, temos de propor uma forma de compensar".