José Pedro Aguiar Branco, candidato à liderança do PSD.
José Pedro Aguiar Branco afirmou ontem que a dívida pública portuguesa “cresceu 1,8 milhões de euros por hora” em 2009.
"O governo deixou Portugal nas mãos dos credores internacionais", afirmou Aguiar-Branco, salientando que «as contas públicas estão num estado dramático" e, em termos de dívida externa, "cada português deve 16.500 euros".
Para o candidato à liderança do PSD, a forma como o governo socialista conduziu o país a esta situação revela "falta de sentido de Estado", cujo respeito assegurou ser uma das suas prioridades caso venha a desempenhar as funções de primeiro-ministro.
Aguiar-Branco acredita que "o próximo presidente do PSD será primeiro-ministro", defendendo a importância de promover a união dentro do partido, que "não pode estar acantonado em facções e sensibilidades".
"Não tenho uma visão tribal do PSD", afirmou, num encontro com militantes em Ponta Delgada, Açores, naquela que afirmou ser a sua primeira iniciativa de campanha eleitoral interna para as directas de 26 de Março.
Nesse sentido, defendeu que "a unidade do partido é a melhor forma de voltar ao poder», que também depende da transparência, aspecto que o governo socialista "degradou de forma gritante".
"A confiança entre os eleitores e os eleitos não se decreta, é pelo exemplo que se mostra aos eleitores que podem confiar em nós", afirmou, citando vários casos recentes que diminuíram a confiança dos eleitores, como "nomeações de pessoas sem currículo» ou «pouca transparência na adjudicação de obras públicas".
Para inverter este quadro, Aguiar-Branco tem algumas propostas, entre as quais "o reforço do papel do Presidente da República na nomeação das entidades reguladoras" e a "audição prévia no parlamento de quem vai exercer cargos públicos".
Na sua intervenção, José Pedro Aguiar Branco, que se confessou uma "açoriano-dependente", defendeu ainda a "extinção" do cargo de Representante da República para as Regiões Autónomas na próxima revisão constitucional.