A autarquia de Gaia quer incentivar o arrendamento social, sem ter de construir mais casas.
Autarquia não quer construir mais habitação, mas sim aproveitar casas vazias e hipotecadas aos bancos.
A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia vai comprar à Caixa Geral de Depósitos (CGD), através de um acordo assinado hoje, 23 casas para o realojamento de famílias muito carenciadas. No entanto, a autarquia quer ir mais longe. Para resolver o problema dos casais de classe média, o município quer comprar aos bancos casas que foram penhoradas pelas instituições financeiras, evitando assim construção nova e incentivando o arrendamento social.
O vice-presidente da autarquia, Marco António Costa, explica ao Diário Económico que o o protocolo assinado hoje, através do Programa Especial de Realojamento (PER), destina-se especialmente a realojamentos de famílias muito carenciadas. Já o programa de arrendamento social, que servirá classes médias que ficaram em dificuldades económicas, é apoiado por programas específicos criados pelo Governo e geridos pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), e pelas autarquias, como é o caso do Porta 65. Ou seja, a câmara quer incentivar o arrendamento social através da aquisição de casas já construídas e que se encontram na posse da CGD e de outras entidades bancárias com quem estão a negociar. As habitações destinam-se a casais da classe média que devido à actual conjuntura económica perderam as casas e não têm condições pagar os valores praticadas actualmente no arrendamento liberalizado.