O Ministério liderado por Teixeira dos Santos diz que “a vantagem destes fundos tem de ser perspectivada a médio/longo prazo”.
Existem actualmente cinco fundos de arrendamento habitacional. Governo acredita que, no futuro, haverá uma maior procura por parte das famílias.
Os Fundos de investimento imobiliário para arrendamento habitacional (FIIAH) surgiram como uma iniciativa do Governo, aprovada no Orçamento do Estado de 2009. Para além de fomentar o mercado de arrendamento, esta iniciativa teve uma componente social de apoio às famílias portuguesas com dificuldades em cumprir o pagamento da prestação do crédito à habitação. Cerca de um ano e três meses depois, contabilizam-se cincos fundos, com um total de 522 imóveis em carteira, dos quais 30% estão arrendados.
Em declarações ao Diário Económico, Ministério das Finanças e sociedades gestoras dos FIIAH fazem um "balanço positivo" deste instrumento. No entanto, são unânimes em considerar que as baixas taxas de juro são um travão ao sucesso imediato destes fundos e que a médio/longo se deverá registar uma maior adesão por parte das famílias portuguesas.
Aos FIIAH constituídos pelo Banco Espírito Santo, Crédito Agrícola e Banif somam-se mais dois da Caixa Geral de Depósitos. Com idades diferentes, os FIIAH têm desempenhos muito distintos. Apesar de no total terem mais de 500 imóveis, nem todos foram vendidos pelos clientes, já que os fundos também podem propositadamente adquirir imóveis para posterior colocação no mercado de arrendamento, ou transferir para os fundos casas que já tenham em carteira.