O gabinete de Olli Rehn disse ontem que o novo fundo vai emprestar dinheiro em troco de reformas.
O presidente da Comissão Europeia afirmou hoje que a criação de um Fundo Monetário Europeu não será suficiente para resolver a crise grega.
Em declarações no Parlamento Europeu, citadas pela Bloomberg, Durão Barroso salientou que o Fundo Monetário Europeu (FME), que servirá para prevenir futuras crises de financiamento como a que atinge a Grécia, é um projecto de longo prazo.
Além disso, tal como afirmou ontem Angela Merkel, o presidente do Executivo comunitário alertou que, para que seja possível a criação do fundo, são necessárias alterações legais.
Barroso disse ainda que "a União Europeia precisa de uma regulação económica mais forte".
Segundo afirmou ontem o gabinete do comissário europeu para os Assuntos Monetário, Olli Rehn, as regras de aplicação do FME serão idênticas às do Fundo Monetário Internacional (FMI), ou seja, respeitarão o principio da "condicionalidade rigorosa": empréstimos exigentes a troco de reformas estruturais cuja implementação será vigiada de perto.