A segunda cidade do país, Concepción, sentiu ontem uma forte réplica do sismo que tirou a vida a 799 pessoas na madrugada de sábado.
A réplica não passou de um valente susto, mas a população reagiu em pânico e pôs-se em fuga para as zonas mais altas com receio de novos tsunamis. "Não estamos a sofrer faltas de abastecimentos, há comida suficiente e temos que nos manter calmos. Também temos combustível que chegue, repito que não teremos falta de nada", disse a presidente Michelle Bachelet, tentando acalmar a população.
O executivo chileno está a conseguir manter a lei e a ordem nas suas cidades, ao mesmo tempo que distribui alimentos e ajuda humanitária a todos os que têm necessidade. Entretanto, os 14 mil soldados enviados pelo governo para a zona mais afectada pelo terramoto colocaram um ponto final às pilhagens que se tinham registados nos últimos dias, estando a situação sob controlo, em particular na cidade de Concepción, a segunda maior do país e que esteve a apenas 100 quilómetros do epicentro do sismo. Os observadores internacionais adiantam que os militares estão a supervisionar a entrega de auxílio humanitário às centenas de milhares de pessoas afectadas pela catástrofe, tendo sido estabelecida uma ponte aérea especial para entregar ajuda da capital a Concepción.