Cenário macroeconómico prudente foi bem recebido em Bruxelas.
Portugal não deverá ser confrontado com qualquer decisão em termos de ‘rating' nos próximos dias, já que as agências de notação financeira insistem em esperar pela entrega formal do documento e um contacto com o Executivo de José Sócrates para uma explicação mais detalhada dos planos de consolidação do Governo, antes de se pronunciarem.
"É difícil consolidar as finanças públicas sem poder registar num crescimento muito forte", reconhece Douglas Renwick, o analista da Fitch que acompanha a economia portuguesa. Depois de terem criticado o Orçamento do Estado para 2010, por não apresentar uma consolidação "tão significativa", a agência aguarda o documento final para se pronunciar - aliás como as restantes agências de ‘rating' Standard & Poor's e Moody's -, mas admite que "o cenário mais plausível, e é aquilo também em que o mercado acredita, é que o crescimento não será particularmente forte no médio prazo". O Programa de Estabilidade avança com uma previsão de crescimento de 0,7%, este ano, 0,9% no próximo, 1,3%, em 2012, e 1,7% em 2013.