Queiroz pode hoje deixar de ser seleccionador nacional. O apoio de Madaíl não deverá ser suficente.
Eleições antecipadas e o futuro de Carlos Queiroz serão os temas discutidos. Testemunhas do seleccionador, no processo do “polvo”, também serão ouvidas.
O dia promete ser agitado na sede da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Enquanto a direcção reúne para discutir o futuro do actual seleccionador nacional e mesmo a possibilidade de convocar eleições antecipadas, umas portas ao lado estará a decorrer o segundo processo contra o seleccionador que acusou Amândio de Carvalho de ser "a cabeça do polvo" que o queria colocar fora da selecção. No entanto, esta será a menor das preocupações do actual seleccionador.
Na direcção da FPF, são poucos os que defendem a continuidade de Carlos Queiroz no cargo e o próprio seleccionador sabe que o seu futuro está tudo menos seguro. Com Francisco Pinto Balsemão, Mário Crespo e Dias Ferreira entre as suas testemunhas no processo do "polvo", Queiroz sabe que conta com mais um apoio de peso: Gilberto Madaíl. Mas segundo fonte próxima do seleccionador, também está ciente que isso não deverá ser suficiente para permanecer no cargo para o qual foi contratado por quatro anos. O eventual despedimento do seleccionador pode mesmo precipitar a convocação de eleições antecipadas para a direcção da FPF. Nesta altura, o ponto de maior discórdia na direcção é mesmo qual a melhor forma de terminar a ligação com Carlos Queiroz. Enquanto uns defendem a rescisão com justa causa - usando a prolongada suspensão como argumento - outros preferem oficializar imediatamente a rescisão de contrato mesmo que isso implique o pagamento da cláusula de rescisão que rondará os 3,2 milhões de euros.
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