Ministério cria novas regras. Sector acredita que só por decreto-lei a unidose tem hipótese de avançar.
No dia em que o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciou no âmbito do PEC que vai lançar a unidose, os parceiros do sector da saúde mantêm as dúvidas sobre o sucesso e as vantagens da medida.
O argumento de poupança social para os utentes, usado pelo Governo, não convence médicos, nem farmacêuticos. Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, garante que a unidose "não traz poupança para os doentes" e que os actuais tamanhos das embalagens "estão adaptados à terapêutica normal". O problema do desperdício de remédios, continua Pedro Nunes, "não tem a ver com o tamanho da caixa mas com o comportamento dos doentes".