No dia em que celebra dois meses à frente do Belenenses, João Almeida avisa para a situação extrema das finanças do clube. A salvação não está garantida.
Há dois meses que João Almeida foi eleito para tentar salvar o Belensenses. Algo que não dá como "garantido". A restruturação financeira, a luta pelo regresso à primeira divisão e as negociações com credores, nas palavras do presidente que só promete tentar.
Ainda há ordenados em atraso no Belenenses?
Ainda. Há ordenados em atraso em várias áreas do clube. Trabalhamos para que a partir do próximo mês consigamos cumprir as obrigações que se vão vencendo. O plantel do Belenenses que não joga é mais caro do que o que joga. São jogadores que já não representam o clube, mas com quem temos acordos para pagar contas anteriores. É a herança das direcções passadas.
No plano de restruturação financeira, a prioridade é saldar as dívidas com o Estado ...
Estado, vencimentos e depois as outras questões de fornecedores e afins. Negociámos à pressa para conseguir inscrever a equipa de futebol, mas infelizmente tivemos de aceitar os requerimentos da anterior direcção que são suicidas com valores altíssimos a pagar em 12 meses. Estamos a tentar renegociar. O plano é tornar o complexo desportivo do Restelo num cluster de desporto, conhecimento, desporto e bem estar, numa área de 14 hectares na zona mais cara do país. É um projecto atractivo para qualquer investidor.
O sucesso da restruturação financeira depende da subida de divisão?
Separamos completamente a restruturação financeira da gestão desportiva. Do ponto de vista desportivo, o plano passa por tão depressa quanto possível regressar à primeira liga, mas numa lógica de orçamentos sustentados. Este ano temos o orçamento que nos permite a actual situação, mas com a implementação do projecto que temos o orçamento do futebol poderá ir crescendo.
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