O fecho de cursos deve partir das instituições, defende o presidente do CRUP.
Está preocupado com a existência de um número elevado de perto de cinco mil cursos num país com a dimensão de Portugal?
Não tenho os dados, tenho de perceber o que está a acontecer no sistema. Precisamos de ter uma informação sólida em relação aquilo que são os parâmetros considerados adequados para que os cursos tenham qualidade. E precisamos todos de aceitar esse código e depois a seguir é que temos de tomar decisões.
Mas deixe-me que lhe diga: estou convencido que têm de ser as instituições a fazer esse tipo de exercício. Não tenho nenhuma ilusão, da experiência que tenho nacional e internacional, que o desaparecimento de cursos possa ser uma coisa feita por decreto-lei nem sequer pela Agência de Avaliação. Se as instituições não quiserem tomar essa atitude, é evidente que a decisão tem de vir de fora. Mas eu gostaria que as instituições tivessem maturidade e têm de certeza para fazer essa mesma regulação.