Internacionalização

Empresas do PSI 20 apostam no estrangeiro para reforçar lucros

Cátia Simões e Nuno Miguel Silva 
16/03/10 00:05


América, África e Europa Central são os destinos estratégicos da internacionalização do grupo Mota-Engil, liderado por Jorge Coelho.

América, África e Europa Central são os destinos estratégicos da internacionalização do grupo Mota-Engil, liderado por Jorge Coelho.

Brasil e Angola têm maiores taxas de crescimento, enquanto a conjuntura nacional penaliza empresas portuguesas.

Lucros a rondar os quatro mil milhões de euros em 2009, o que significa um crescimento abaixo de 1% face aos números de 2008. Este é um dos resultados globais das empresas do índice PSI 20 que já divulgaram as suas contas (excluindo o sector bancário) e que demonstram os efeitos da crise económica e financeira: quase todas as empresas cresceram, mas pouco. "Esperávamos um ano ainda pior mas, na generalidade, uns resultados compensaram os outros. Os valores da EDP [com lucros acima dos mil milhões de euros], por exemplo, compensaram os resultados de empresas com pior performance", comenta Duarte Caldas, da IG Markets, ao Diário Económico .

As empresas com maior exposição aos mercados internacionais conseguiram, de forma geral, a melhor performance, ou valores acima das previsões dos analistas. Sonae Indústria ou Cimpor são dois exemplos destacados por António Seladas, analista-chefe do Millennium BCP. "Genericamente, as empresas com exposição externa estão melhores do que as mais dependentes da economia doméstica, devido às taxas de crescimento mais fortes em mercados emergentes como o Brasil ou Angola", acrescenta. Já Pedro Pintassilgo, da F&C, acrescenta que existem "zonas de crescimento mais dinâmico, como o Brasil e a Polónia, devido ao qudro macroeconómico que se vive em Portugal".