As acções da EDP eram as que mais castigavam hoje o PSI 20.
A bolsa portuguesa inverteu a tendência positiva da abertura e seguia agora a cair. A pressionar estavam os títulos da EDP e BCP, com perdas de 2%.
O PSI 20 deslizava 0,72% para 7.908,13 pontos, com treze cotadas em queda. A praça lisboeta, que regista hoje o seu primeiro desempenho negativo em sete sessões, acompanhava a tendência de queda das suas pares europeias, pressionadas pelos títulos do sector farmacêutico.
Em Lisboa, o BCP liderava as descidas no PSI 20, ao cair 2,24% para 0,78 euros, enquanto o BES perdia 1,71% para 3,91 euros. Já o BPI descia 0,96% para 1,95 euros.
A pressionar a bolsa estavam também as acções da EDP, que cediam 1,81% para 2,81 euros, na sequência de uma nota de análise do BNP Paribas, em que reduziu a sua avaliação para a eléctrica liderada por António Mexia, de 3,70 para 3,60 euros por acção.
Ainda neste sector, mas em sentido inverso, a EDP Renováveis avançava 0,28% para 6,04 euros, enquanto a Galp progredia 0,36% para 12,64 euros, em sintonia com os preços do petróleo, que já sobem há duas sessões seguidas nos mercados internacionais.
A travar as quedas em Lisboa estavam também as acções da PT, que escalavam 0,58% para 8,14 euros, depois dos analistas do Barclays terem revisto em alta a sua recomendação para a operadora de ‘underweight' para ‘equal weight' e o seu preço-alvo de 10 para 10,60 euros, o que lhe atribui um potencial de valorização de 30% face ao seu preço actual.
Já a Sonaecom ganhava 1,64% para 1,73%, o melhor desempenho de hoje no PSI 20, na sequência da apresentação das sua contas de 2009, em que registou um aumento de 15% nos lucros para 5,7 milhões de euros, superando as expectativas dos analistas, que esperavam prejuízos.