Dilma Roussef pode ser a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente do Brasil
Dilma Rousseff alegou incompatibilidade de agenda e faltou a um debate entre os candidatos presidenciais, a um mês das eleições no Brasil.
A candidata do Governo presidiu a um comício em Minas Gerais, enquanto José Serra (Partido da Social Democracia Brasileira), Marina Silva (Partido Verde) e Plínio de Arruda Sampaio (Partido Socialismo e Liberdade) se encontraram num debate promovido pela TV gazeta e pelo Grupo Estado (ao qual pertence o ‘Estado de S. Paulo').
Na agenda do debate estiveram os temas quentes do momento, embora a ausência de Dilma tenha sido o assunto favorito de todos os candidatos. Segundo Serra, a ausência da candidata do PT "reflecte a dificuldade de explicar o que pensa. Eu já vi a Dilma dizer que a carga tributária é boa e já vi criticar a carga tributária".
Plínio de Arruda Sampaio foi mais longe e disse que Dilma "é uma invenção de marketing".
Já Marina aproveitou para dizer que "prejudicam a democracia aqueles que não comparecem. Prejudicam também aqueles que brincam com coisas sérias. A sociedade civil avançou, a academia avançou, mas a política não avançou".
Fuga de informação fiscal
Foi revelado há pouco tempo, pela imprensa brasileira, que o sigilo fiscal da filha de José Serra foi violado a mando do PT e no final de 2009, quando já era conhecido que Dilma seria a escolha de Lula para se candidatar ao Planalto.
Segundo um artigo da revista ‘Veja', em Maio, o comité político de Dilma Rousseff estava mesmo a tentar organizar uma equipa para investigar a vida dos seus adversários, em particular de José Serra, familiares e amigos do candidato do PSDB.
O episódio não é inédito no Brasil, que já assistiu várias vezes à violação de informação sigilosa de algumas personalidades nacionais, o que sinaliza um problema de segurança de dados.
No debate de ontem o assunto esteve em cima da mesa, com Marina a afirmar que "se eu for Presidente da República eu vou tomar todas as medidas para que esse tipo de coisas não aconteça", enquanto Serra prometeu "dedicação e seriedade", afirmando que "o controlo da máquina deve ser feito pelo exemplo" e que "o PT da candidata Dilma tem estado por detrás dessas fugas, comprometendo a segurança dos cidadãos".
Os candidatos tiveram ainda tempo para discutir política externa, educação, economia e desenvolvimento do país, repetindo as promessas que têm feito desde o início da campanha.
As eleições presidenciais brasileiras têm lugar no próximo dia 3 de Outubro. As últimas sondagens apontam para uma vitória de Dilma Rousseff, que soma 51% das intenções de voto, seguida de José Serra com 27%. Mais atrás, Marina Silva reúne apenas 8% das intenções de voto dos brasileiros.