Os analistas do BPI consideram que a emissão de mil milhões de euros em obrigações a cinco anos é positiva para os títulos da EDP.
A bolsa nacional fechou hoje em alta acentuada, com o PSI 20 a avançar 1,5%. Os títulos da banca e a EDP foram os responsáveis.
O PSI 20 subiu hoje 1,48% para negociar em máximos de mais de um mês, nos 7.976,48 pontos. Só mesmo a Jerónimo Martins não conseguiu fechar com ganhos, num dia em que oito dos vinte títulos que compõem o principal índice português subiram mais de 2%.
A bolsa portuguesa acompanhou o optimismo que se fez sentir nos principais mercados europeus, que também subiram 1%, impulsionados pelas expectativas dos investidores de que a crise financeira da Grécia está controlada e de que as operações de fusões e aquisições vão aumentar.
"Espero ver um aumento das operações de fusão e aquisição visto que as empresas estão agora em melhor posição para avançar com negócios deste género", comentou à Bloomberg Kevin Lilley, gestor no Royal London Asset Management.
A dar força aos mercados esteve também a notícia de que a confiança dos investidores melhorou em Março em 8 dos 10 países monitorizados pela agência de notícias, de acordo com dados recolhidos entre os dias 1 e 5 deste mês.
Lisboa foi contagiada pelo optimismo dos investidores com os títulos da banca e da EDP a serem os mais 'vistosos' em bolsa. Isto depois de a OCDE ter hoje aplaudido o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), que foi apresentado esta segunda-feira pelo Governo de Sócrates.
BES: os investidores ficaram hoje a saber que o banco liderado por Ricardo Salgado é o preferido pelos gestores de fundos nacionais para Março. Os títulos dispararam 2,92% para cotar nos 4,08 euros, a acompanhar a boa 'performance' da banca europeia, que subiu mais de 1%.
BCP e BPI: as acções do banco liderado por Carlos Santos Ferreira avançaram 2,82% enquanto o BPI cresceu 1,77%. Foram dois dos títulos que mais crédito deram ao PSI 20 hoje.
EDP: os analistas do BPI consideraram que a emissão da EDP de mil milhões de euros em obrigações com maturidade a cinco anos e com um juro de 3,25%, anunciada ontem pela empresa, é positiva para as acções da eléctrica. Os títulos avançaram 2,32% para negociar nos 2,86 euros.
SONAECOM: valorizou mais de 3%, ainda a beneficiar dos resultados anuais acima do esperado revelados esta segunda-feira.
CIMPOR: as acções da cimenteira somaram 2% para 5,68 euros, depois de o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, ter dito ontem que os activos da Cimpor estão entre os melhores do mundo.
MOTA-ENGIL: a construtora revelou hoje que a sua proposta é a preferida para ganhar uma concessão rodoviária no México. Na resposta, os títulos subiram 2,5%.
SONAE: os títulos da retalhista valorizaram 0,83% para cotar nos 0,85 euros, no dia em que o Diário Económico avança que a empresa poupa dez milhões de euros por ano com tecnologia.