A entrevista de hoje será conduzida por Judite de Sousa e não terá perguntas tabu.
Três anos e meio após a última entrevista, o Presidente vai à RTP sem temas tabu.
Cavaco é um homem de números e os números que terá hoje pela frente quando entrar nos estúdios da RTP não são famosos.
O Presidente regressa à qualidade de entrevistado, três anos e meio depois da última entrevista à Sic-Notícias, e enfrenta a pressão das percentagens. Dos 9,3% de défice aos mais de 10,1% de desemprego, passando pelos 78,6% de dívida pública que atormentam o Governo e assustam os portugueses, e pelos 55% de portugueses que dizem ter uma imagem positiva do Presidente (dados da Marktest), o valor mais baixo dos últimos 30 meses. A estes números soma-se um outro: nunca como hoje tantos portugueses dizem ter uma imagem negativa de Cavaco Silva (23,2%).
Eduardo Catroga tem uma explicação para o mau momento da popularidade presidencial. "O Presidente não tem tantos poderes quanto os portugueses prevêem", o que justifica um "reforço dos seus poderes na próxima revisão constitucional". Em áreas concretas: "Na nomeação do procurador-geral da República, na escolha do governador do Banco de Portugal e na escolha dos vários reguladores" diz Catroga.