Presidente

Cavaco perde hoje o poder de dissolver o Parlamento

Francisco Teixeira 
09/09/10 00:05


A partir de hoje Cavaco Silva está impedido de dissolver o Parlamento.

A partir de hoje Cavaco Silva está impedido de dissolver o Parlamento.

O Presidente perde hoje o poder de dissolução do Parlamento. Passos já veio pedir ao Governo que pondere bem as suas decisões.

A poucas horas do Presidente da República perder o poder de dissolução do Parlamento, Pedro Passos Coelho voltou a colocar o ónus de uma crise política, já no Outono, nos ombros de José Sócrates.

O líder do PSD já tinha feito duas exigências para aprovar o próximo Orçamento do Estado (não haver aumento de impostos e a despesa pública ser reduzida), mas ontem regressou ao tema: "Como o Governo não disse nada, presumo que, de hoje em diante, não irá criar nenhuma situação que obrigue à criação de instabilidade no País".

As declarações de Passos marcam a entrada de Cavaco numa nova fase do mandato. Em clima de pré-campanha presidencial, o seu magistério de influência será testado em, pelo menos, três focos de conflito: a aprovação de um Orçamento austero, uma revisão constitucional de saída apertada e o confronto entre dois líderes partidários que mantêm o discurso afiado.

A "efeméride" que hoje se assinala, e que todos dizem ser mais psicológica do que prática, não reduz a pressão política e económica. "O País continua a endividar-se alegremente e o Governo a aumentar alegremente a despesa pública e a carga fiscal para uma trajectória, a prazo, insustentável". Eduardo Catroga, ex-ministro de Cavaco, recorre ao mesmo adjectivo que o Presidente lançou para o debate político a 1 de Janeiro. A situação é "insustentável", "enquanto o financiamento da economia estiver ligado a máquina do BCE e o Governo não entrar na real", diz Catroga.

*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico