O arguido no processo Casa Pia não fez comentários à chegada ao Campus de Justiça.
Carlos Cruz recusou prestar declarações aos jornalistas quando chegou ao Campus da Justiça, remetendo uma reacção á decisão do tribunal para uma conferência de imprensa hoje à tarde, num hotel de Lisboa.
Um dos advogados de defesa do apresentador admitiu ter de recorrer da decisão que será hoje anunciada relativamente ao processo de pedofilia na Casa Pia, numa alusão à hipótese de condenação do apresentador televisivo.
"Temo como fatal que teremos de recorrer. Este tem de ser o primeiro 'round' e é bom que assim seja", declarou Serra Lopes à entrada das Varas Tribunais de Lisboa, local onde irá decorrer a leitura do acórdão do processo relacionado com as vítimas de abusos sexuais na Casa Pia.
Em declarações aos jornalistas, o advogado disse ainda que "não é suposto o processo parar aqui", numa alusão a uma eventual condenação do apresentador de televisão, acusado por cinco crimes de abuso sexual e de um acto homossexual com um adolescente. Serra Lopes classificou todo este processo, o mais longo da Justiça portuguesa, como "pedagógico", afirmando esperar que "se aprenda alguma coisa" com este caso.
Na hora que antecede o início da leitura da sentença, marcada para as 9h30, vários nomes relacionados com o processo foram-se aproximando do local, como é o caso de Catalina Pestana, ex-provedora da Casa Pia.
Questionada pelos jornalistas sobre as expectativas que tem relativamente ao fim deste processo, a antiga responsável pela instituição escusou-se a responder, dizendo não fazer "futurismo".
"Seria uma falta de respeito total para com o tribunal pôr-me aqui a dar palpites. Não é o fim do jogo mas, para mim, hoje é um dia determinante", acrescentou.
Também Cristina Fangueiro, actual presidente da direcção da Casa Pia, está já no tribunal. À chegada disse apenas: "Na Casa Pia está tudo tranquilo, ontem [quinta feira] foi um dia normal, mas as aulas só começam no dia 13."