A Camargo Corrêa é actualmente accionista maioritário, com 32,9% do capital.
A Camargo Corrêa não descartou hoje a possibilidade de lançar uma (OPA) sobre a Cimpor "no momento adequado".
"Isso é uma questão de análise estratégica de mais longo prazo que temos de analisar no momento adequado", disse à agência Lusa Kalil Cury Filho, diretor de Relações Institucionais do grupo.
O responsável do grupo brasileiro fez hoje parte da delegação da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil que teve uma audiência com o Presidente da República, Cavaco Silva, para discutir formas de ajudar Portugal a superar a crise.
"O nosso interesse é de que a Cimpor se fortaleça e todo o movimento que possa resultar no fortalecimento da Cimpor é do nosso interesse", disse Cury Filho acrescentando, no entanto, que neste momento o objectivo da Camargo Corrêa na Cimpor passa por "fortalecer" a cimenteira portuguesa assim como os "laços com os companheiros accionistas".
A brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) lançou, a 18 de Dezembro de 2009, uma OPA sobre a Cimpor, que viria a fracassar, mas que resultou na alteração da estrutura accionista.
A Camargo Corrêa é actualmente accionista maioritário, com 32,9% do capital social, seguida da também brasileira Votoratim com 21,2%. O fundo de pensões do BCP tem 10%, Manuel Fino 10,7% e a Caixa Geral de Depósitos 9,6%. As restantes acções, no total de 15,6%, estão dispersas no mercado.
Kalil Cury Filho adiantou ainda que a Camargo Corrêa pretende fazer de Portugal uma plataforma para aumentar os seus investimentos nos países africanos de língua portuguesa.
"O nosso grupo vê Portugal como plataforma para ampliar os negócios na África portuguesa, em particular em Angola e Moçambique, nas áreas de engenharias e outros investimentos, como o cimento", disse o responsável.
Em Angola e Moçambique "já temos presença directa mas queremos aumentar e Portugal pode ser parceiro estratégico", acrescentou.
Na sessão de hoje, as acções da Cimpor subiam 1,91% para 5,23 euros numa altura em que o índice PSI 20 recuava mais de 2%.