Ricardo Salgado afirmou hoje que o banco não precisa de recorrer à linha de recapitalização pública.
"O BES não necessita" de recorrer à linha de recapitalização de 12 mil milhões de euros, disse hoje o presidente do BES, recordando que o banco fechou 2011 com um rácio core I de 9,2%, acima da meta de 9% imposta pela ‘troika'.
"Não contamos recorrer às linhas do Estado e estamos a programar um aumento de capital para o Espírito Santo Financial Group (ESFG) ", adiantou Salgado ao falar na conferência de apresentação dos resultados. O ESFG controla, através da Bespar, 35% do BES.
Sobre os prejuízos de 109 milhões de euros em 2011, Salgado considerou que "os resultados não foram nada brilhantes, mas face à actual conjuntura também não foram maus de todo". De resto, Salgado diz que o banco teve "algum mérito" pelo facto de ter sido o que menos prejuízo registou em 2011.
"Tivemos algum mérito, nomeadamente pelo facto de não termos uma exposição elevada a divida soberana, a não ser à portuguesa", afirmou o presidente do banco em conferência de imprensa.
Recorde-se que o BES não tem qualquer exposição à dívida grega, depois de ter vendido cerca de 400 milhões que detinha no início de 2011.
"O banco não tem absolutamente nada na Grécia. Nem exposição à Grécia, nem a Espanha, nem a Itália, nada. Só a Portugal. Somos muito patrióticos", disse o presidente do BES.
Pelo contrário, o presidente do BPI disse ontem que não tinha "nenhum orgulho em ter comprado dívida grega".
Regresso aos lucros
O presidente do BES afirmou hoje que o banco conta voltar a ter lucro no primeiro trimestre de 2012. "Estamos a contar com isso", afirmou Ricardo Salgado quando questionado se o banco conta regressar aos lucros no primeiro trimestre.
"Estes resultados não podem ser recorrentes portanto acreditamos que voltaremos à rendibilidade", frisou.