Indicadores da análise técnica conferem um quadro espinhoso para as acções do BCP.
Desde que as acções do BCP resvalaram a barreira da unidade que passaram a ser um alvo apetecível para os investidores de curto prazo, conhecidos como ‘day traders', que abrem e fecham posições em segundos.
Entre os mecanismos preferidos destes investidores encontram-se os indicadores da análise técnica que, de uma forma geral, consiste em instrumentos estatísticos e gráficos que permitam analisar a tendência da cotação dos títulos. É recorrendo a estes instrumentos que Luís Correia Tavares, analista técnico da Worldspreads Portugal, refere que "desde a cotação máxima de 6 euros em Abril de 1998, o BCP construiu máximos e mínimos decrescentes de longo prazo, tendo registado o maior volume vendedor de sempre em Junho, Julho e Agosto de 2011."
No curto prazo, é difícil encontrar um indicador que aponte para uma valorização dos títulos. A começar pelas médias móveis de curto, médio e longo prazo que estão abaixo da cotação actual das acções do BCP. No mesmo sentido segue a leitura do popular RSI a 7 e a 14 dias que apontam para uma sobrevenda dos títulos e para uma vulnerabilidade da tendência baixista do título. "Sem qualquer divergência altista nos osciladores, só a superação do nível 0,55 euros fará acreditar em um maior e consistente ressalto até ao nível de 1,12 euros", salienta Luís Tavares.[CORTE_EDIMPRESSA]
Para o especialista da Worldspreads Portugal, "a anulação da tendência baixista de longo prazo (10 anos) passaria pela superação dos 3 euros em velas de fecho mensal, e para o curto prazo o nível dos 0,14 euros é o ponto de apoio mais próximo. Porém, é possível ocorrer um ressalto até final 2011/início de 2012, para um valor máximo de 2,50 euros. Isto caso seja superado o nível de 1,12 euros, dado ser necessário este ressalto para dar início à terceira e última onda baixista que duraria dois a três anos".
A verdade é que, depois das quedas e dos aumentos de capital (que diluem o valor unitário da acção), os títulos do BCP encontram-se em território desconhecido, por estarem em valores mínimos nunca testados.