As fortes quedas que o sector financeiro tem sofrido nas últimas semanas arrastaram as cotações para mínimos de vários anos.
BCP, BES e BPI valem hoje 6,5 mil milhões de euros, um valor inferior aos sete mil milhões a que está avaliada a Jerónimo Martins.
As fortes quedas que o sector financeiro tem sofrido nas últimas semanas arrastaram as cotações para mínimos de vários anos, retirando mais de 800 milhões de euros à capitalização bolsista dos três maiores bancos cotados, só desde o início de 2011.
No final do dia, o valor de mercado conjunto de BCP, BES e BPI era de 6,5 mil milhões de euros, um valor inferior ao da Jerónimo Martins que, apesar das quedas nas últimas sessões, é superior a sete mil milhões de euros.
O banco liderado por Carlos Santos Ferreira está em mínimos históricos, enquanto o BPI e o BES viram a cotação descer para o valor mais baixo em 14 e 15 anos, respectivamente.
A ‘ultrapassagem' do grupo de retalho alimentar à banca não é tendência do novo ano; analisando o último mês de negociação na bolsa portuguesa encontram-se algumas sessões em que tal aconteceu. No entanto, desde o arranque de 2011 a tendência acentuou-se, tendo hoje os três bancos terminado o dia com uma capitalização bolsista inferior em 612 milhões de euros à da Jerónimo Martins.
A empresa liderada por Pedro Soares dos Santos tem vindo a consolidar a sua posição entre as quatro cotadas mais valiosas da bolsa portuguesa; um grupo, a que pertencem também Galp Energia, EDP e Portugal Telecom, que milita numa divisão diferente das restantes empresas, no que se refere a capitalização bolsista.
No final da sessão de ontem, a Jerónimo Martins tinha o quarto valor de mercado mais elevado - 7,11 mil milhões - sendo que o quinto lugar era ocupado pela EDP Renováveis, com uma capitalização de 3,66 mil milhões, ou seja, uma diferença superior a três mil milhões de euros entre as duas cotadas.
A bolsa portuguesa tem estado bastante pressionada pela perspectiva de Portugal poder ter de recorrer a ajuda do FMI e da UE, numa altura em que os juros da dívida pública portuguesa a 10 anos e os ‘spreads' face às ‘bunds' alemãs têm estado em alta. Um cenário que tem agravado as dificuldades de acesso ao financiamento da banca, assim como o seu custo.