Ana Jorge, ministra da Saúde reagiu ao afirmar que reviu em alta a despesa com medicamentos.
A Apifarma culpa a sub-orçamentação da Saúde pelas dívidas crónicas e pede ao Governo para olhar para as “contas reais” no próximo OE.
A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica chamou ontem os jornalistas para alertar para a necessidade do Orçamento do Estado para 2011, do Ministério da Saúde, contemplar uma verba para pagar a dívida do Estado aos laboratórios.
Na altura em que estão a ser ultimados os ‘plafonds' dos ministérios, e em que a palavra de ordem é cortar, a Apifarma veio dar uma "ajuda" à ministra da Saúde para pressionar José Sócrates a aumentar a dotação da saúde. Só assim será possível resolver o problema "crónico" das dívidas à indústria, acredita a Apifarma.
"Em vésperas de orçamento", a associação decidiu fazer um ponto da situação, lembrando que o maior responsável pelas dívidas à indústria "é a sub-orçamentação sistemática das contas do Ministério da Saúde".
João Almeida Lopes, presidente da Apifarma, deixou o recado: "era desejável que o ministério considerasse as contas reais da saúde em 2011 e inscrevesse no orçamento as verbas necessárias". Até porque, acrescentou, a actividade hospitalar cresceu no último ano "e isso tem de ser reflectido nas dotações orçamentais".
Apifarma reclama uma dívida de 930 milhões de euros aos hospitais do SNS, calculando que, em média, os hospitais demorem cerca de um ano a pagar aos seus fornecedores.
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