A Altri encara o ano com algum optimismo não obstante a preocupação que temos com o aumento dos custos da madeira refere Paulo Fernandes.
O presidente da Altri está optimista para 2011, depois da subida de 1,3% do lucro no primeiro trimestre do ano.
"A Altri encara o ano com algum optimismo, não obstante a preocupação que temos com o aumento dos custos da madeira, embora se possa esperar que os mesmos se reduzam ao longo do ano", assume o presidente da empresa, Paulo Fernandes, ao Diário Económico. Este optimismo surge depois de a Altri ter ontem revelado uma melhoria de 1,3% dos resultados no primeiro trimestre de 2011, para 9,21 milhões de euros.
Paulo Fernandes admite ainda não temer uma recessão na economia portuguesa. "A Altri exporta a quase totalidade da sua produção [90% da produção], pelo que a recessão de economia nacional não a afecta particularmente. Os factores que condicionam a Altri são, por exemplo, os preços da energia, das matérias-primas, a procura externa, mas também os efeitos cambiais", justifica. [CORTE_EDIMPRESSA]
"Os preços de pasta nos mercados internacionais já sofreram um aumento de 30 dólares/tonelada em Abril, e estima-se que a procura se mantenha relativamente forte, pelo que esperamos um ano normal", acrescenta. O primeiro trimestre do ano foi caracterizado por um forte crescimento na procura de pasta, impulsionado pela procura chinesa que cresceu 46%.
A Altri fechou os primeiros três meses do ano com uma subida de 17,5% das receitas totais para 125,73 milhões de euros. Esta melhoria das receitas reflectiu-se num crescimento de 1,3% dos resultados líquidos entre Janeiro e Março, período em que a empresa lucrou 9,21 milhões de euros. Já o EBITDA (‘cash flow' operacional) atingiu 33,3 milhões de euros, mais 4,5% que nos mesmos meses de 2010.
O primeiro trimestre do ano foi ainda assinalado por um corte de 1,38% da dívida, que atingiu um valor líquido de 708,8 milhões de euros. A Altri garante ainda que as necessidades de financiamento estão asseguradas, detendo a empresa disponibilidades não utilizadas que, no final do período, ascendiam a 100 milhões de euros. Já o investimento alcançou 5,4 milhões de euros.