TGV

Adiamento da nova ponte "não faz sentido" para os espanhóis

Eudora Ribeiro 
25/05/10 09:25


Na imagem, a maquete da terceira travessia sobre o Tejo.

Na imagem, a maquete da terceira travessia sobre o Tejo.

Em declarações ao Económico, os espanhóis do consórcio liderado pela FCC dizem que a anulação do concurso para a terceira travessia sobre o Tejo é uma "solução radical".

"A anulação do concurso para a Terceira Travessia sobre o Tejo, para posteriormente lançar outro concurso seria uma solução radical, que não faz qualquer sentido e não garante que os custos com esta obra efectivamente desçam", disse fonte oficial do consórcio Tave Tejo, dos espanhóis FCC, ao Económico.

A mesma fonte adiantou que o grupo ainda não foi notificado da anulação do concurso e avançou ainda que "o consórcio Tave Tejo está disponível para estudar soluções alternativas, menos onerosas para o Estado, em Best And Final Offer (BAFO)".

O Económico avançou ontem que o Ministério das Obras Públicas comunicou aos três consórcios concorrentes - FCC, Mota-Engil e Soares da Costa/Brisa, a decisão de anular o concurso para a construção e exploração do troço de alta velocidade entre Lisboa e Poceirão, que inclui a terceira travessia sobre o Tejo.

Falta ainda formalizar a decisão de adiamento, conforme disse ao Económico, Raúl Vilaça Moura, presidente do júri do concurso.

Ao contrário do que foi inicialmente avançado, o Governo não irá lançar um novo concurso para este empreendimento nos próximos seis meses se a conjuntura financeira internacional permanecer adversa. O novo concurso ainda não tem data marcada.

O consórcio Tave Tejo tinha sido classificado em primeiro lugar pelo relatório preliminar de avaliação de propostas da primeira fase do concurso, que vai ser agora anulado. Em segundo lugar ficou o agrupamento Altavia, liderado pela Mota-Engil, e em terceiro lugar o consórcio ELOS, co-liderado pela Brisa e pela Soares da Costa.

 

 

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