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Acções europeias sobem, mas não escondem o nervosismo

Margarida Vaqueiro Lopes 
08/02/10 17:30


Os mercados europeus continuam ansiosos em relação às contas públicas dos países do sul da Europa apesar dos ganhos.

Os mercados europeus continuam ansiosos em relação às contas públicas dos países do sul da Europa apesar dos ganhos.

Mercados europeus fecham em terreno positivo, mas continuam nervosos com o cenário da economia europeia.

Os índice europeus voltaram aos ganhos na sessão de hoje, com o Dow Jones Stoxx 600 a subir 1,28%, enquanto o francês CAC 40 e o alemão DAX ganharam 1,24% e 1,10%, respectivamente. Já o FTSE 100, de Londres, valorizou 0,66%.

Ao longo da sessão de hoje os mercados europeus, que abriram no vermelho, foram flutuando entre terreno positivo e negativo, mas conseguiram fechar em alta recuperando da maior queda semanal em 11 meses.

A motivar os ganhos, e a inverter a tendência de três sessões consecutivas no ‘vermelho', estiveram as acções defensivas das farmacêuticas e das produtoras de matérias-primas. As acções da Xtrata, por exemplo, subiram 4% na sessão de hoje, depois de a empresa ter anunciado que vai pagar um dividendo de 8 centimos de dólar por acção para incentivar a compra de títulos no médio-prazo.

Contudo, e apesar da subida de cerca de 1%, mantêm-se os receios relativos à situação das contas públicas de Espanha, Grécia e Portugal, visíveis na evolução dos indicadores de dívida destes países e no tombo de 4% do principal índice grego.

"Já é suficientemente difícil para os investidores quando as empresas não conseguem cumprir as suas obrigações. Quando são os países que não conseguem fazê-lo, isso ainda faz tremer mais os mercados", afirmou Andre Bakhos, presidente do Princeton Financial Group à Reuters.

Outro analista referiu que "os mercados estão a travar uma espécie de guerra. Há hipóteses de estabilização no curto-prazo, mas este nervosismo vai manter-se durante uns tempos, a menos que consigamos uma imagem mais clara daquilo que está a acontecer [na zona euro, relacionado com os problemas dos défices] e de que apoios vão surgir."