José Junqueiro, secretaria de Estado da Administração Local, está a desenvolver contactos com a Assembleia para ultrapassar a situação.
Governo recusa qualquer responsabilidade pela falta de verbas para cobrir os salários.
Continua por resolver o "buraco" que existe no Orçamento do Estado deste ano para o pagamento de salários dos 429 presidentes de junta que exercem funções a tempo inteiro. Até ao momento 326 autarcas solicitaram o pagamento do seu salário, o que ascende a um montante que já supera em 710 mil euros o valor definido pelos partidos da oposição quando decidiram aprovar, contra a vontade do ministro das Finanças, uma alteração à proposta inicial do Governo. Caso os restantes 103 presidentes de junta optem por solicitar o pagamento dos seus salários o "buraco" ascenderá a 2,2 milhões de euros.
O Governo recusa qualquer responsabilidade pela falta de verbas para cobrir os salários dos presidentes de junta que exercem funções em permanência e garante que "está a desenvolver contactos com a Assembleia para ultrapassar a situação" anunciou no último fim de semana, em comunicado, a secretaria de Estado da Administração Local. Ontem em declarações ao jornal i o presidente da Associação Nacional de Freguesias garantiu que até ao momento não existe nenhum salário em atraso. Tendo em conta que a execução orçamental desta medida aplicou-se apenas a partir de Maio, ou o Parlamento faz da alteração deste item do Orçamento uma prioridade na reabertura dos trabalhos ou até ao final do ano haverá mesmo autarcas que não terão o seu ordenado pago.