A petição é para entregar na Assembleia da República a 9 de Outubro, Dia Mundial dos Correios.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios já reuniu mais de 10 mil assinaturas para a petição contra a privatização dos CTT.
O SNTCT recorreu às 4.263 juntas de freguesia do país no processo de recolha de assinaturas da petição, que já ultrapassou largamente o mínimo exigível de 4.000 subscritores, para que o plenário da Assembleia da República discuta a alienação no todo ou em parte dos CTT, no âmbito do PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento) do Governo.
Amélia Monteiro, membro da Comissão Executiva do SNTCT, considera que os CTT devem manter-se "com 100% de capital estatal", para "garantia do futuro e da qualidade do serviço público postal", com "preços acessíveis e controlados" e sem restrições de localização geográfica.
A sindicalista alertou ainda para que os CTT "sejam impedidos de continuarem a encerrar estações de Correios e sejam obrigados a repor, como é sua obrigação legal, a distribuição diária e domiciliária de correio a todos os cidadãos".
O SCTCT notou que os CTT "são herdeiros de cerca de 500 anos de história de prestação de serviços sociais aos portugueses com uma qualidade ainda hoje reconhecida a nível nacional e internacional".
A estrutura representativa dos trabalhadores dos Correios vai promover acções com o objectivo de assinalar a recusa à privatização.
Na tarde de quinta-feira, o SNTCT realizará um cordão humano desde a Estação dos Correios do Terreiro do Paço até à sede do Ministério das Finanças.